Previdência privada: com o aumento na expectativa de vida e a queda nas taxas de juros, a conta não vai fechar.

Com o aumento da longevidade, precisaremos de mais recursos do que imaginávamos alguns anos atrás para nos mantermos no pós-carreira, já que cada vez menos podemos contar com o INSS.

Durante o período de acumulação de recursos, além da disciplina da aplicação constante, se faz necessário maximizar o rendimento deste capital.

Ocorre que as reservas de previdência de grande parcela da população ainda estão aplicadas em cadernetas de poupança, fundos de investimento ou planos de previdência privada de pouco risco que, devido às baixas taxas de juros, geram menos rentabilidade do que poderiam.

Em pesquisa recente publicada pela Anbima, “Raio X do Investidor Brasileiro”, 88% dos brasileiros guardam dinheiro na poupança e somente 6% na previdência privada.

No caso da previdência privada, segundo a FenaPrevi, 86% dos recursos estão em títulos de renda fixa.

Ocorrendo as reformas que o governo tem programado, a tendência é de redução nas taxas de juros, afetando a rentabilidade e consequente necessidade de mudarmos das aplicações mais conservadoras para aquelas de maior risco e que podem gerar um maior ganho também.

Temos, portanto, duas forças contrárias, a perspectiva do aumento das despesas ao longo do tempo e uma possível falta recursos para cobri-las, devido à baixa rentabilidade das aplicações.

Para termos uma noção do que está ocorrendo, em 2018 as aplicações mais conservadoras e atreladas ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), com taxas próximas da Selic, fecharam ao redor de 6,4% ao ano, a inflação medida pelo IPCA ficou na casa dos 3,7% a.a., resultando juros reais de 2,6% a.a. Veja no gráfico abaixo, o que tem ocorrido nos últimos anos.

Para buscarmos o sucesso das aplicações, uma das alternativas é termos atenção à taxa de juros real, pois é ela quem ajudará no crescimento das reservas e consequentemente garantir nosso futuro.

Diante deste cenário, é importante uma avaliação urgente da necessidade de aumento na exposição ao risco e a diversificação de nossa previdência com renda variável (ações), fundos multimercado, etc. para assim melhorarmos a rentabilidade. Hoje há uma infinidade de fundos disponíveis nos PGBL’s/VGBL’s que podem nos ajudar a melhorar os resultados.

Como se trata de recursos de longo prazo, fazendo a alteração, não precisaremos estar constantemente preocupados com os altos e baixos do mercado, mas termos a paciência requerida neste tipo de aplicação. Evidentemente, recomenda-se uma reavaliação periódica da carteira.

Com uma reserva de previdência maior, teremos mais conforto financeiro no momento de reduzir o ritmo de trabalho ou até mesmo parar de vez para curtirmos a vida.

Dois problemas que ocorrem na falta de planejamento para a independência financeira e precisamos evitar: assumir pouco risco quando jovem e o outro é assumir muito risco, quando a idade já não mais o permite.

Já pensou em rever seu planejamento e fazer a conta fechar?  Não demore!

 

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